Meia Palavra - para bom entendedor…

Quando se sabe ouvir, não precisam muitas palavras.

inverse pandora’s box [bring her to life]

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Ela sofrera, num passado não tão distante, uma decepção muito grande. A maior, a pior e - felizmente - a única.

Ela sentira-se usada, humilhada, feita de boba. Sentiu-se como um brinquedo que já não funciona, aquele que vai para o lixo sem o mínimo de sentimento.

Há um tempo ela vinha sentindo-se estranhamente pior. Mais triste, mais sozinha, mais carente. Depois daquele que a machucara tanto, nenhum mais veio. Não houve quem o substituísse.
Às vezes, em segredo, ela achava que ele era o homem certo. Era ela que ele procurava, era com ela que ele saciava sua vontade. Era para ela ser especial na vida dele… ou não.

Demorou, mas ela percebeu que era ela que ele procurava, pois estava sempre ali à mão, fácil. Não, ela não era - nem nunca foi - especial na vida dele.

Tristeza atrás de tristeza. Desilusão após desilusão. Fim após fim [fim sem começo, às vezes].
O coração dela fechara-se. Congelara-se.

Enfim, numa noite comum, naquele mesmo bar de sempre, o destino encarregou-se de mudar toda sua vida. Dar uma reviravolta.
Por intermédio de um amigo ela conheceu aquele que mudaria todas as suas concepções sobre tudo, sobre o mundo.

Eles combinaram, eles deram certo. Os beijos se encaixavam, o sexo era celestial.
Ela foi ao infinito, voltou, e foi novamente.

Ele fazia com que ela se sentisse a melhor das mulheres. A mais bonita, a mais sexy, a mais inteligente e a mais engraçada.

Noutro dia ele deu a ela um presente. Uma caixinha, sem muito enfeite, sem muitos apetrechos. Ele tinha intitulado como a Axiac ed Arodnap.
Como na mitologia, ela virou Pandora. Não resistiu, abriu a caixa.
Diferente da mitologia, dentro daquela caixa havia apenas sentimentos bons.

Na verdade ele dera a ela uma caixinha que continha altas doses de confiança e autoestima em igual quantidade; havia afeto; havia calma e ternura; havia emoção e carinho; pequeninas doses de saudade, e esperança em mesma quantidade; ele tinha colocado muita amizade e até um pouco de tesão. Escondeu pouco de amor, um amor diferente - se é que isso existe.

Junto com a caixa havia um bilhete, simples e escrito em preto, que tinha os seguintes dizeres: “use esta caixinha com sabedoria. quando lhe faltar um destes sentimentos, saiba sempre que haverá ali uma pequena dose do que você precisar.”

Foi o melhor presente que ela já ganhara.

Para ele foi algo simples. Nada de mais.
Para ela foi a salvação de que precisava.

Ele a trouxe de volta a vida. A resgatou de si mesma.
Ele mostrou a luz a ela.
Mostrou outro caminho, e é por ele que ela irá seguir daqui para frente.

my rock’n roll look like this:

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Sempre me perguntam que tipo de rock eu gosto.
Nunca consegui dar uma resposta que me satisfizesse.

Não sei se gosto mais do classic, do grunge, do new metal ou do indie.
Gosto de rock, puro e simples.

Não sou fã de toodas suas vertentes, mas acho complicado segregar porque, por mais que eu não goste de metal - por exemplo - sempre haverá um detalhe, um acorde que eu sei que irei gostar.

O rock que eu curto é o de fechar os olhos e sentir a música entrar.
É o do solo da guitarra que te arrepia.
O que seu coração bate no ritmo da bateria, coordenados, juntos.
Meu rock é o que te faz suar quando canta o refrão.
O meu rock é o que dá tesão enquanto os acordes misturam-se às letras e à voz do cantor.
Meu rock extasia!

Gosto de rock, apenas isso.

It’s only rock’n roll, but I like it.

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